É um termo em inglês usado para designar alerta de atitudes negativas e comportamentos abusivos nos ambientes onde nos inserimos no nosso dia a dia e que podem ser indicadores de perigo para nós.
Muitas vezes nas nossas relações, quer seja num contexto profissional, de amizade ou amoroso não está presente uma comunicação assertiva. Quando se costuma dizer que não há comunicação, não é verdade. Estamos sempre a comunicar, por exemplo através da comunicação não verbal, por meio da nossa postura corporal e das nossas reações.
O silêncio também é uma forma de comunicação! É importante estarmos atentos às emoções que podemos sentir e expressá-las de forma adaptativa.
Se sentirmos que o outro não está a ser claro ou nos está a passar uma mensagem que nos magoa, podemos expressar o impacto que isto tem em nós e impor um limite, não deixando de o dizer. Podemos recorrer a uma comunicação mais assertiva, expressando claramente o que precisamos e o que estamos a sentir! Começar frases com “eu sinto que...”, “na minha opinião...” pode ajudar! Afinal, o objetivo não consiste em atacar o outro, mas sim comunicar eficazmente.
Em muitas áreas da nossa vida procuramos controlar as situações que nos vão surgindo, pois lidar com a insegurança ou a imprevisibilidade pode ser difícil e/ou assustador. Quer seja nas relações amorosas e/ou profissionais, o controlo excessivo pode ser um sinal que a relação não é saudável e nos pode magoar, pode magoar e condicionar a confiança imprescindível para que uma relação prospere!
Em vários dos nossos contextos relacionais, podemos sentir que nos responsabilizamos demais ou que nos pedem demasiado, como se tivéssemos a responsabilidade de fazer o(s) outro(s) feliz(es). Por vezes, no seio familiar, podemos ser cobrados através de expressões como “não fazes nada” ou “não trabalhas o suficiente”. No ambiente profissional podemos ouvir “preciso deste trabalho para ontem”, exigindo horas extraordinárias ou prazos muito apertados. Nas relações amorosas podem também ser-nos transmitidas mensagens como “nunca fazes nada por mim” ou “se gostasses realmente de mim fazias isto”.
Podemos sentir que o/a nosso/a parceiro/a nos pede imenso, desequilibrando o trabalho de cooperação que uma relação requer. Esta cobrança pode não ser saudável. Comunicar os nossos limites e necessidades individuais, assim como sentir que somos ouvidos e respeitados é importantíssimo!
Podemos sentir que por vezes as pessoas à nossa volta não nos respeitam e não se importam com o que sentimos e, até, com a nossa opinião. Face a isto, é normal sentirmo-nos oprimidos, desvalorizados e desiludidos por exemplo. Se em algum ambiente/contexto no seu dia a dia estiver a vivenciar algo semelhante, pode ser necessário falar com alguém em quem confie, ou até mesmo por vezes sair deste contexto tóxico. Não conseguimos mudar os outros, mas podemoss mudar a forma como nos relacionamos com essas partes dos outros e isso muda algo dentro de nós e na forma como nos sentimos.
O primeiro passo é identificar as Red Flags, e tomar consciência de que estão presentes na sua vida. Estabeleça limites, recorrendo a uma comunicação assertiva.
Procure falar com pessoas da sua confiança sobre o que acontece no seu contexto, para ter outras perspetivas sobre o que possa ser saudável para si.
Sair desse ambiente pode ter de acontecer. É saudável proteger a afastar-se do que manter-se em sofrimento constante e prolongado.
Cuide de si e do seu bem-estar!
Em jeito de conclusão, lembre-se que cada pessoa define os seus limites no contexto das suas relações... Um psicólogo pode ajudar a conhecer-se melhor, às suas necessidades e limites, bem como a comunicá-los de forma eficaz e assertiva! Não está sozinho/a! Estamos aqui para ajudar!